Os cantares tradicionais primeiro estranham-se, depois entranham-se.
Numa busca permanente de sons ancestrais e das suas sonoridades atávicas, um grupo de mulheres junta-se, em 1979, para fruir e aprofundar, em conjunto, o canto tradicional no feminino, um dos mais ricos patrimónios da música rural “a Capella”. Entrecruzando em canto o sagrado e o profano, o ciclo de vida, o ciclo da natureza e o ciclo religioso, o Cramol procura dar a conhecer a quinta-essência do canto da mulher rural no seu quotidiano.
Mais de vinte mulheres cantam, muitas das vezes em círculo, polifonias tradicionalmente reservadas ao seu género. Estas mulheres, que partilham a mesma origem urbana, mas que têm profissões e idades muito diversificadas, procuram no seu interior o timbre e a disposição que nasce com cada útero. Esse timbre, por vezes estranho, por vezes estridente, toma diferentes formas não só consoante as regiões do país, mas também conforme a situação em que a canção é evocada, aquilo que conta ou de quem lhe dá voz.
Trata-se de uma pesquisa íntima para cada uma destas mulheres, tomada como uma aventura - a aventura de descobrir a essência e a força da sua feminilidade. É afinal uma outra forma de embalar um filho, de se dizer que se está feliz, que se está em sofrimento, que se está apaixonada. O grande desafio é mais do que reproduzir fielmente os cantos tradicionais de mulheres, enfrentar uma nova disponibilidade da voz e do corpo, recriando uma temporalidade que se julgou perdida nas sociedades de hoje.
Filipe Rebelo _ Guitarra Portuguesa João Madeira _ Viola Clássica Fernando Ascenção _ Contrabaixo Andreia João Lopes _ Voz
A Cidade cantada ao som destes quatro instrumentos.
Um encontro ao virar de quatro esquinas de quatro ruas de Lisboa, quatro músicos de quatro terras, quatro caminhos, quatros influências... Um Ensemble que funde várias correntes da Música Lusófona: Fado, Música Tradicional de Raiz Portuguesa, Música Mirandesa e Chorinho.
A quatro apresentam uma homenagem a autores intemporais como, David Mourão-Ferreira, Zeca Afonso, Florbela Espanca, entre outros; num espectáculo singular.
A Éter é uma produtora que se dedica à criação e produção artísticas nas áreas do Teatro, Literatura e Música. Tendo como principal tema de pesquisa a História e a Cultura portuguesas, a Éter produz espectáculos em espaços patrimoniais deste país.
Actualmente encontram-se em exibição e disponíveis para marcação os espectáculos:
MEMORIAL DO CONVENTO de José Saramago, no Palácio Nacional de Mafra (Convento de Mafra)
VIEIRA - O SONHO DO IMPÉRIO de Filomena Oliveira e Miguel Real, no Museu Nacional do Teatro.
MEMORIAL DO CONVENTO de José Saramago SINOPSE
Ansiando por um filho que tarda, o rei D. João V é avisado por frei António de S. José:
"Mande V. Majestade fazer um convento de franciscanos em Mafra e Deus vos dará descendência".
O desejo real desencadeará uma epopeia de homens, um esforço hercúleo de milhares de trabalhadores arregimentados em todo o país, de arquitectos, engenheiros e materiais vindos do estrangeiro e pagos a peso de ouro do Brasil, esgotando-o.
Unidos por um amor natural, Blimunda e Baltasar reúnem-se a Bartolomeu de Gusmão e ao seu sonho de voar. A passarola, máquina voadora, misto de barco e de pássaro, nasce do saber científico de Bartolomeu, da força de trabalho de Baltasar e dos poderes de Blimunda, recolhendo as vontades humanas (as "nuvens fechadas"), que alimentarão a máquina e a farão voar. Sobre as obras do Convento de Mafra terá passado o Espírito Santo, dizem os padres e acredita o povo. Voar, nesse tempo, não sendo obra de Deus, só poderia sê-lo do demónio, e assim se anuncia o fim trágico das três personagens maravilhosas.
FICHA TÉCNICA
Abertas as Marcações para 2009
Disponível Para Escolas
4ª 5ª 6ª 11h e 15h M/12 Público-Alvo: Ensino Secundário e Universitário
Co-Produção: Museu Nacional do Teatro e a ÉTER – Produção Cultural
Nos 400 anos do nascimento do Padre António Vieira...
SINOPSE
Nas diferentes cenas, as personagens, a música e as imagens, revelam-nos momentos da vida de Padre António Vieira, destacada figura da História da Cultura de Portugal e do Brasil, não só como um dos maiores oradores de todos os tempos, mas também como político ousado, diplomata e missionário. Defendeu as duas minorias étnicas prevalecentes no Brasil do século XVII – os escravos negros e os indígenas. Para os negros, condenados a um trabalho desumano e atroz nas plantações de açúcar, embora nunca peça a abolição da escravatura, exige o respeito cristão e um tratamento humano; para os índios, no Pará e Maranhão, defende a criação de Missões onde, através de educação cristã, os índios eram integrados numa nova sociedade. Na Europa defendeu os cristãos-novos e os judeus como modo de reabilitação económica de Portugal, o que o levou a ser preso e condenado pela inquisição; do seu contacto com o judaísmo e, inspirando-se nas Trovas de Bandarra, criou a mais grandiloquente teoria providencialista portuguesa: o Quinto Império, que terá o seu máximo esplendor em A Mensagem de Fernando Pessoa.
FICHA TÉCNICA
Texto: Miguel Real e Filomena Oliveira Música original e orgânica sonora: David Martins Voz: Andreia João Lopes Interpretação: José Henrique Neto, João Brás, Pedro Mendes Figurinos: Ana Bruno Imagem: AnaF Encenação: Filomena Oliveira
Fado, Flamenco, Dança Contemporânea, Dança Oriental, Percussão, Sapateado, Arte Circense, Demonstrações Equestres, Música e Multimédia são os ingredientes de um espectáculo muito forte e com grande componente cultural. CAMINHOS, cria vários “palcos” de Acção, de forma a que, mais do que um espectáculo convencional, seja uma apresentação altamente interactiva e interventiva com o público e com a área circundante. Esta criação tem a assinatura da bailarina e coreógrafa Lucília Baleixo e do Ai! a Dança Atelier, cujo principal objectivo é criar a pensar no grande público.
Andreia João Lopes, no último dia 11 de Agosto defendeu a Ilha dos Açores e o Concelho de Sintra no Festival "Vozes do Atlântico 2007" e, para gáudio dos açorianos e dos sintrenses... venceu o Festival.
A canção interpretada por Andreia Lopes "Fragrâncias" é da autoria do açoriano Carlos Massa, e recebeu também os prémios de melhor letra e de melhor música.
Uma noite agradável e inesquecível...
Pode ouvir o tema Fragrâncias na página do Hi5 de Andreia. __________________________::__________________________
Domingo, 12 de Agosto de 2007 Vozes do Atlântico Fonte: Diário da Madeira
"Andreia Lopes durante a sua actuação.
Música, luz, som e dança encheram o polidesportivo do Faial, Madeira, ontem à noite. Foi a XXVI edição de um certame que já marca o calendário regional dos eventos culturais. A qualidade voltou a ser a grande marca da noite, que teve como grande vencedora a canção "Fragrâncias", interpretada por Andreia Lopes, dos Açores. "
Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007 Vozes do Atlântico Fonte: Jornal da Madeira
"Canção açoriana venceu
“Fragrâncias” foi o tema vencedor do XXVI Festival da Canção do Faial “Vozes do atlântico”.
A canção interpretada por Andreia Lopes recebeu, também os prémios de melhor letra e de melhor música. Numa noite agradável, desfilaram dez canções inéditas, levando grande magia e animação aos muitos espectadores que se deslocaram ao polidesportivo do Faial. O espectáculo iniciou-se com as actuações da Tuna da Casa do Povo do Faial, do Grupo de Animação “Nova Geração” da ADCF, dos vencedores do concurso “Santana Cidade a Cantar” e de Ruimán, vencedor do Festival Internacional da Canção das Ilhas Canárias.
Próximo das 22h00 iniciou-se a segunda parte do festival com uma coreografia pelo grupo “Nova Geração” e com a interpretação da canção vencedora do Festival de 2006 “Distância”, por parte de Ricardo Soler. Depois seguiu-se o desfile das canções concorrentes e a as actuações do cantor de Tenerife Ruimán e do grupo “Seis po’ meia dúzia”, que interpretaram alguns temas tradicionais da região “à capella”.
Já de madrugada foram divulgados os resultados. O júri constituído por cinco elementos ligados às letras e à música premiou a melhor letra e música da canção nº 9: “Fragrâncias”, do açoriano Carlos Massa. A melhor interprete foi Yaiza Marlenne, que veio de Tenerife e cantou “Tengo una misión”. Após alguma confusão gerada pela apresentadora foram entregues prémios às cinco melhores canções. Em quinto lugar ficou a canção “Passas leve” e em quarto “O êxtase da maresia”. No pódio ficaram “Foi assim”, no terceiro lugar e “Tengo una misión” em segundo lugar.
A grande vencedora da noite foi a representante dos Açores, Andreia Lopes com o tema “Fragrâncias”. Na cerimónia de entrega dos trofeus estiveram presentes diversas personalidades (directores regionais Assuntos Culturais, Juventude e Turismo). Hiolanda Vieira, presidente da Associação Desportiva e Cultural do Faial, entidade organizadora deste evento, começou por expressar os seus agradecimentos a todos os que estiveram envolvidos neste festival, numa «noite mágica com vozes harmoniosas e sons cativantes, que tornaram a noite num momento único e inesquecível». Considerou este festival «como símbolo do heroísmo dos que trabalharam na sua preparação», para além de ser uma forma de «divulgar a freguesia em todo o mundo». Por sua vez, João Henrique Silva, director regional dos Assuntos Culturais, felicitou a organização por este evento que culminou numa «noite especial de música e juventude».
Para o director, o festival ganhou uma dimensão internacional e reúne vozes do atlântico. «O festival vale pela insularidade aberta e pela riqueza da manifestação e participação dos povos». Henrique Silva fez notar o crescimento qualitativo do festival ao nível das interpretações, letras e músicas. O festival «ganhou espaço, participação e dimensão», destacou o director.
Com a ponte velha em fundo, o festival voltou a ser um sucesso, no entanto, poderiam ser melhorados a qualidade da apresentação e a diminuição dos “tempos mortos”, que causaram algumas críticas das largas centenas de pessoas que assistiram ao espectáculo. "
Realizou-se no passado dia 11 de Agosto, na Madeira, o festival Vozes do Atlântico que contou com a participação de dez canções em representação das Canárias, Cabo Verde, Continente, Açores e Madeira.
A representação açoriana conquistou o primeiro lugar do festival, com a canção “Fragrâncias” (interpretada por Andreia Lopes), que tem letra e música da autoria de Carlos Massa, conhecido músico micaelense que, durante largos anos, foi proprietário do extinto bar Zás Trás, na Lagoa.
O júri composto por cinco elementos, distinguiu ainda a participação açoriana com os prémios para a melhor letra e melhor música. O tema será agora editado em CD tendo também presença assegurada na abertura da próxima edição do festival Vozes do Atlântico a realizar em 2008.
A participação açoriana neste evento foi apoiada pela Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel de Sintra. Outras entidades regionais não atenderam os pedidos de apoio feitos, nem este ano, nem em anos anteriores. Carlos Massa já participou por três vezes neste festival, tendo alcançado sempre honrosos resultados.
Domingo, Julho 08, 2007
FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO DO FAIAL
“VOZES DO ATLÂNTICO”
Associação Desportiva e Cultural do Faial
Com o apoio da Junta de Freguesia Santa Maria e São Miguel, Sintra.
A todos... Muito Obrigada!
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No próximo dia 11 de Agosto pelas 21h, Andreia João Lopes representará Sintra neste festival, que se realiza na Ilha da Madeira, depois de ter aceite o convite do autor Carlos Massa para gravar a canção inédita "Fragrâncias", e depois de esta ter sido apurada pelo primeiro júri do concurso!
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A direcção musical ficou a cardo do músico Lúcio Vieira, autoria de Carlos Massa e interpretação de Andreia.
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Este Festival tem como objectivos principais revelar novos talentos artísticos, estimular a criação de temas musicais e poéticos, promover um espectáculo musical em ambiente de festa e de alegria, proporcionar a participação de Intérpretes e Autores da Região Autónoma da Madeira (R.A.M.), de Portugal Continental e das Ilhas da Macaronésia (Açores, Canárias e Cabo Verde) e promover a imagem e cultura da R.A.M. nas Regiões participantes.
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O festival vai ser transmitido na RTP Madeira e RTP Internacional.
Andreia João Viana Lopes nasce em Sintra a 4 de Novembro de 1978.
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Sem músicos na família, descobre com o seu único irmão (treze anos mais velho) o panorama musical dos anos 80. Desde a infância que se revia em actividades artísticas como o teatro, a música ou a dança, fosse em apresentações familiares ou em "espectáculos" para grandes plateias imaginárias. Também integrou um rancho
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Escolhe Animação Sociocultural para concluir o liceu. Aí tem o primeiro contacto com a arte de representar com os professores de expressão dramática Maria João Fontaínhas e João de Melo Alvim, director da Companhia de Teatro de Sintra. Chega a colaborar com duas companhias de teatro de Sintra, os grupos Tapa Furos e Utopia, entre 96 e 99.
No entanto, a música chamou mais alto, e em 2002 procurou ter aulas de técnica vocal com a professora Maria do Rosário Coelho.
Paralelamente ao canto, desenvolve desde Setembro de 2006 um projecto de formação em duas escolas do 1º ciclo do ensino básico do concelho de Sintra, como professora de "Movimento, Música e Drama", e na Escola de Dança Ana Köhler em Lisboa, como professora de "Movimento e Dança Criativa" do Grupo de Acção Comunitária - G.A.C. - (fundado em 1995 pela equipa de intervenção comunitária do serviço de psiquiatria do Hospital de Sta Maria), neste caso, com o desafiante objectivo de promover a reabilitação psicossocial de um grupo de adultos, e ainda se insere no programa não menos desafiante da mesma escola, o curso "PetitArt", desta feita destinado a crianças com idades entre os 8 e os 11 anos (PetitArt I), e entre os 12 e os 14 anos (PetitArt II), onde lecciona Introdução à Música.
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A ideia base do PetitArt é proporcionar às crianças o acesso à aprendizagem de três formas de arte, e nesse enquadramento desenvolver as capacidades de conhecimento, interpretação e observação da dança, música e teatro.